Trecho de livro que eu deveria ter escrito...
Acho que todos temos uma frase, um parágrafo que lemos em algum livro ou revista (eu acho isso até em gibi) ou mesmo um livro todo que tem tanto a ver conosco que achamos que nós é que deveríamos ter escrito, não? Eu morro de inveja de vários autores por terem escrito coisas que eu sinto antes de mim! Aqui vai um trecho assim, que você pode ler como se eu tivesse escrito, porque é a minha verdade também:
"- Acho que fiquei congelado nos dezessete anos (...), no dia em que me der conta de que já sou adulto, vou levar um susto tão grande, mas tão grande, que vou entrar em estado de choque e, quando tudo terminar, serei um ancião, um velho, um senhor. As vezes acho que a vida reservou para mim apenas duas fases: adolescência e velhice. O resto serão apenas paixões mal resolvidas, rock'n'roll e noites em claro com meus amigos. E quer saber? Gosto disso." (André TaKeda - Clube dos Corações Solitários*)
Se você trocar o tempo dos verbos neste trecho, pode muito bem escrever isso em minha lápide!
*Ainda farei um post deste livro sim, viu, Beta?
Escrito por Donizetti às 02h08
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Os 100 melhores da Inglaterra! (parte II)
Continuo aqui a lista dos 100 melhores discos da Inglaterra, que você pode conferir no sitio http://www.observermusicmonthly.co.uk/
51. The Yes Album - Yes 52. Handsworth Revolution - Steele Pulse 53. Just Another Diamond Day - Vashti Bunyan 54. Searching for the Young Soul Rebels - Dexy's Midnight Runners 55. Entertainment - Gang of Four 56. All Mod Cons - The Jam 57. Village Green Preservation Society - The Kinks 58. Cut - The Slits 59. Urban Hymns - The Verve 60. Maxinquaye - Tricky 61. My Aim is True - Elvis Costello 62. Meat is Murder - The Smiths 63. Dark Side of the Moon - Pink Floyd 64. Aladdin Sane - David Bowie 65. Power, Corruption and Lies - New Order 66. Something Else - The Kinks 67. Moondance - Van Morrison 68. Screamadelica - Primal Scream 69. Goodbye Yellow Brick Road - Elton John 70. (What's the story) Morning Glory - Oasis 71. The Slider - T Rex 72. Grand Prix - Teenage Fanclub 73. Jailbreak - Thin Lizzy 74. Quadrophenia - The Who 75. Original Pirate Material - The Streets 76. Parklife - Blur 77. Dusty in Memphis - Dusty Springfield 78. Let it Bleed - Rolling Stones 79. Penguin Eggs - Nic Jones 80. Station to Station - David Bowie 81. Dummy - Portishead* 82. Basket of Light - Pentangle 83. My Generation - The Who 84. Road to Freedom - Young Disciples 85. Hunky Dory - David Bowie 86. Don't Stand Me Down - Dexy's Midnight Runners 87. This Nation's Saving Grace - The Fall 88. Young Americans - David Bowie 89. Band on the run - Wings 90. Regatta De Blanc - The Police 91. Physical Grafitti - Led Zeppelin 92. Paranoid - Black Sabbath 93. Parachutes - Coldplay 94. Behaviour - Pet Shop Boys 95. Boy in da Corner - Dizzee Rascal 96. Dare - Human League 97. Heaven or Las Vegas - The Cocteau Twins 98. Rattlesnakes - Lloyd Cole and the Commotions 99. The Holy Bible - Manic Street Preachers 100.Sweet Dreams - The Eurythmics
*Dummy, do Portishead, é um dos discos que logo estará pintando aqui no Sounds Of My Life. Passei 8 meses da minha vida ouvindo este album todos os dias e me lamentando por um amor perdido. Não esqueci o grande amor, mas ao menos sofri com estilo!
Escrito por Donizetti às 02h00
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Os 100 melhores da Inglaterra!
Toda semana uma publicação inglesa divulga uma lista com os 100 melhores discos de todos os tempos. Dá para entender o fato de eles gostarem tanto dessas listas (eu também gosto) e o motivo destas listas serem tão diferentes entre si (eu também mudo a minha de hora em hora). Quem fez a sua desta vez foi a revista de música do jornal The Observer, a "Observer Music Monthly", em primeiro ficou a bolacha ai do lado, o primeiro disco dos Stones Roses! Concordando ou não, é uma lista de respeito... Vou postar todos aqui, grifando os discos que eu mais gosto. Vale a pena para quem quer conhecer mais dos sons produzidos nas terras da Rainha.
1. The Stone Roses - The Stone Roses 2. Revolver - The Beatles 3. London Calling - The Clash 4. Astral Weeks - Van Morrison 5. Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles 6. The White Album - The Beatles 7. Sticky Fingers - The Rolling Stones 8. Exile on Main Street - The Rolling Stones 9. Blue Lines - Massive Attack 10. Metal Box - Public Image Limited 11. Rise and Fall of Ziggy Stardust - David Bowie 12. Beggars Banquet - The Rolling Stones 13. The Clash - The Clash 14. Never Mind the Bollocks - The Sex Pistols 15. Club Classics Vol. One - Soul II Soul 16. Five Leaves Left - Nick Drake 17. The Specials - The Specials 18. Closer - Joy Division 19. Definitely Maybe - Oasis 20. Loveless - My Bloody Valentine 21. The Smiths - The Smiths 22. Hounds of Love - Kate Bush 23. For Your Pleasure - Roxy Music 24. OK Computer - Radiohead 25. Piper at the Gates of Dawn - Pink Floyd 26. Roxy Music - Roxy Music 27. Unhalf Bricking - Fairport Convention 28. Abbey Road - The Beatles 29. Stranded - Roxy Music 30. Unknown Pleasure - Joy Division 31. New Boots and Panties - Ian Dury and the Blockheads 32. Rubber Soul - The Beatles 33. Spirit of Eden - Talk Talk 34. Every Picture Tells a Story - Rod Stewart 35. Bryter Later - Nick Drake 36. Rock Bottom - Robert Wyatt 37. The Queen is Dead - The Smiths 38. Ocean Rain - Echo and the Bunnymen 39. Low - David Bowie 40. Led Zeppelin II - Led Zeppelin 41. The Bends - Radiohead 42. Lexicon of Love - ABC 43. The La's - The La's 44. Bummed - Happy Mondays 45. John Lennon and The Plastic Ono Band - John Lennon and The Plastic Ono Band 46. Solid Air - John Martyn 47. Hatful of Hollow - The Smiths 48. Led Zeppelin IV - Led Zeppelin 49. Here Come The Warm Jets - Brian Eno 50. Ogden's Nut Gone Flake - Small Faces
Continua...
Escrito por Donizetti às 01h50
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O Girassol
Quem me conhece sabe que o IRA! é uma das minhas bandas favoritas. Foi uma das trilhas sonoras da minha adolescência e com certeza vão aparecer discos deles aqui na coluna Sounds Of My Life. Para mim, é uma das bandas que melhor representa São Paulo. Em seu início era um som paulistano, ecoando ali da Vila Mariana e falando diretamente aos adolescentes do fim dos anos 80, uma galera que se sentia meio perdida com essa coisa de vida adulta, de relacionamentos e etc.
É por isso que dói falar mal deste novo disco da banda, o Acústico MTV (Sony, 2004). Tudo bem, eu não sou contra o modelo “acústico”... Tenho ótimos discos do gênero na minha coleção, mas vamos ser sinceros, esse formato cansou! Já deu o que tinha que dar faz tempo... O pior é que as bandas inventam essas desculpas do tipo “dar um formato diferente a nossas músicas para apresenta-las às novas gerações”. A quem vocês querem enganar? É óbvio que há tempos o “acústico” não passa de uma maneira rápida de fazer dinheiro, já que é um modismo. Nada contra isso, aliás, já que uma banda com mais de 20 anos de estrada tem mais é que fazer dinheiro mesmo.
O que me ofende são as desculpas usadas e o fato destes discos ficarem realmente ruins, o que mostra que banda que faz acústico, com exceções, está mesmo é em crise criativa. Raras as bandas brasileiras que fizeram bons discos do gênero. As músicas antigas ficam com cara de requentadas, sempre piores que as originais, o acústico dos Titãs só serve para porta copos ou coisas do gênero. Infelizmente esse do Ira! está bem próximo disso também. Esta faixa que está nas rádios agora, “O Girassol” é totalmente sem graça, é ruim demais para ter sido escrita pelo Edgar Scandurra! “Eu sou um girassol, você é meu sol” é quase tão ruim quanto o “amor, I love you”, da Marisa Monte. Fico na espera de bons discos do Ira! como o ótimo “Entre seus rins”. Quanto ao Acústico, pegue os cerca de R$ 24,00 que está custando e gaste em coisas melhores, compre discos de bandas novas e muito mais interessantes, mas que você não ouve nas rádios porque para elas não tem gravadoras pagando o bom e velho “jabá”.
Escrito por Donizetti às 21h55
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Una Banda Chingona y Rompemadres
“¡Que se sienta el power mexicano! ¡Que se sienta!, todos juntos como hermanos Porque somos más, jalamos más parejo Porque está siguiendo a una bola de pendejos Que nos llevan por donde les conviene Y es nuestro sudor lo que los mantiene Los mantiene comiendo pan caliente Ese pan es el pan de nuestra gente”
(Gimme Tha Power)
Em 1998 começou a tocar numa rádio “indie” aqui de São Paulo uma música chamada Puto, que todo mundo achava legal, mas ninguém sabia muito sobre a banda que a tocava, já que era uma banda mexicana e a gente tem a péssima mania de não saber muito sobre rock latino.
Uns anos depois conheci uma galera do México que tava de intercâmbio por aqui e tive contato com esse disco de estréia do MOLOTOV, que é hoje uma das maiores bandas do México. O nome da bolacha é ¿Dónde Jugarán Las Niñas? (1997) e é um dos discos que considero obrigatórios!
Os caras tocam um som rápido e debochado cheio de boas sacadas e influências bem ecléticas, tanto que é complicado classificar. O grande tesão é que não existem meias palavras nas letras, então não ouça se seus ouvidos são sensíveis demais. Para quem for baixar as músicas pela net, indico Gimme Tha Power e ¿Porqué No Te Haces Para Allá?… Al Más Allá! O sítio é http://www.molotov.com.mx
Escrito por Donizetti às 02h53
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... pelo direito de escrever sobre a namorada e sobre os Pixies na mesma linha*
“(...) nós somos um bando de crianças ainda, só que durante o dia assumimos os vinte e dois, vinte e três anos que temos, e trabalhamos como jovens adultos responsáveis e trabalhadores. Mas, no fundo, no fundo, a gente adora desenho animado, dormir até tarde, rock de terceira categoria e ainda trememos cada vez que chegamos perto de uma mulher”.
Este é um trecho do livro que ganhei ontem e foi o melhor presente que ganhei este ano. Sabe Veri, é delicioso perceber que mesmo estando distante você me entende tão bem. Muito da minha personalidade, dos meus anseios estão neste livro e é ótimo perceber que não sou tão anormal assim, ou melhor, que ao menos não sou o único anormal.
O nome do livro eu não vou dizer agora porque virá um post ainda esta semana só para falar dele.
* o título deste post será explicado quando eu falar do livro novamente.
Escrito por Donizetti às 11h21
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A mais bela declaração de Amor (ainda OS MUTANTES)
AINDA VOU TRANSAR COM VOCÊ
(Mutantes)
Eu sei que eu não faço nada
Mas eu gosto, gosto muito de você, de você, de você
Eu sei que eu não vou à escola
Mais eu gosto, gosto muito de você, de você, de você
Você não acredita em nada dessa estória
De eu tocar com você, com você, com você
Alimente essa que eu ainda
Vou transar com você
Andam dizendo que a vida não está com nada
Eu acho que não
E digo tá, tá, tá de todo o meu coração
Legal
Venham vós ao nosso reino aqui no Brasil
Rock’n’roll, paz e amor aqui no Brasil
E talvez o fim de semana não tenha mais fim
E talvez a nossa música não tenha mais fim
E talvez a nossa vida não tenha mais fim
*Quem sabe um dia nosso fim de semana não tenha mais fim?
Escrito por Donizetti às 22h27
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Sounds Of My Life II
   
“E eu pensei que fosse tarde,
Só agora eu saquei a verdade,
Viajei no disco dos Mutantes,
(...) Estou começando a entender a música do coração”.
Eu disse no post anterior dessa série que ia falar de Black Sabbath e Dead Kennedys, mas estas bandas vão ficar para uma próxima vez. Percebi que não vou conseguir manter uma ordem dos sons que fizeram minha cabeça, até porque isso seria muito chato! Outra diferença, é que neste post não vou falar de um disco só, mas de quatro discos que influenciaram minha vida da mesma maneira. Eu tinha 14 para 15 anos e estava em meio a uma fase de transição. Estava deixando de ser o nerd tímido dos tempos de ginásio para me tornar o nerd chato e metido e folgado dos tempos de colégio.
Claro que os hormônios não estavam me tornando apenas folgado e ótimo jogador de basquete. Era também tempo dos primeiros amores... A Bárbara, a Samira... Até hoje fico triste quando lembro que a “Babi” mudou de escola... E lá se vão quase 15 anos! O pior é que foram paixões platônicas, nunca tive coragem de me declarar para elas.
Bem, o lance é que estes quatro discos ai de cima tornaram este processo mais interessante e rápido. Lembro até hoje a primeira vez que ouvi Os Mutantes na rádio e fiquei uns dois dias sem pensar em outra coisa. Aquilo era diferente de tudo o que eu já tinha ouvido. Era irreverente, louco, desafiador... Não pareciam músicas de mais de 20 anos de idade já. Quando eu pensava que aquilo tinha sido gravado numa época em que se faziam passeatas contra a guitarra elétrica ficava ainda mais impressionado.
Parece absurdo, mas com Os Mutantes eu aprendi a ligar muito pouco para o que as pessoas pensavam de mim, aprendi a olhar tudo por um outro ângulo, encarar os desafios com mais tesão e não dar a mínima para as pressões da vida. Tenho saudade desse sentimento.
Nomes dos Discos:
1. A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado;
2. O Jardim Elétrico;
3. Os Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets;
4. O A e o Z.
Escrito por Donizetti às 22h23
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It's Only Rock agora também no Orkut!
Para quem ainda não sabe, o novo hype (ô palavrinha feia) da Internet é o site de 'comunidades virtuais' do Google, o Orkut. A idéia é simples: você recebe um convite para entrar na comunidade e montar seu perfil no site, depois pode convidar novos amigos, que podem cadastrar outros e assim vai. A idéia é mostrar que através de poucas pessoas nós podemos nos conectar a milhões de outras (lembra o lance do "seis graus de separação"?). Uns gostam, outros odeiam... Mas o Orkut realmente é um bom lugar para conhecer pessoas de vários países e discutir os mais variados assuntos. Como nessas pouco mais de 3 semanas já conheci através deste blog pessoas interessantíssimas, resolvi criar uma "comunidade" no Orkut para todos se conhecerem também, falarem de seus blogs, seus gostos e "desgostos" musicais, ou o que der na telha! Quem quiser participar, entre em contato através dos comunicadores, e-mail, ou comentários no blog, que eu mando o convite, ok? Também acho uma boa idéia meus amigos que tem banda e querem divulgar estarem criando suas comunidades no site. Mais informações: http://www.orkut.com
Escrito por Donizetti às 04h25
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Ah, se eu ouvisse meu pai!
Mais uma vez eu to usando algo do Angeli aqui, deu para perceber que eu sou fã do cara, né? Essa tirinha aí do lado tem tudo a ver com minha vida. Se meu pai tivesse me dado uma boa bifa quando decidi que não ia mais montar banda de rock para estudar administração de empresas muita coisa poderia ter sido diferente. Eu deveria é ter usado montes de piercings, experimentado mais drogas e usado mais roupas rasgadas. Já passei da fase de experimentar drogas (que são mesmo uma roubada), mas já larguei a administração de empresas e ainda quero ser músico. Ah, para minhas amigas que são advogadas, nada contra vocês! Reclamem com o Angeli.
Escrito por Donizetti às 23h37
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Sounds Of My Life I
Há muita controvérsia a respeito e para mim, sinceramente, isso é assunto de nerd, mas como em se tratando de música eu sou um completo geek (e em diversos outros assuntos também), acredito sim que discos e livros podem ajudar a mudar a cabeça da gente. Sim, nada é como viver a vida, sentir as coisas e ter experiências de verdade. Mas a música que pode alienar também pode libertar e mostrar caminhos, uma maneira de ao menos aliviar as coisas sempre tão difíceis. Assim também são os livros e mais para a frente irei falar deles... Vou começar hoje, meio que cronologicamente, os discos que influenciaram diretamente minha vida e personalidade, sempre com alguma história atrelada. Espero comentários.
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The Very Best Of John Lennon

Meu pai sempre foi um “beatlemaniaco” de carteirinha… e eu cresci ouvindo que esses caras eram deuses e que mudaram o mundo. Que no Brasil antes dos Beatles as rádios (ao menos em sampa) só tocavam músicas italianas e tal, eu ainda não sabia o que eles diziam nas músicas, mas ouvia aquilo hipnotizado, como se eu estivesse em Liverpool também. Um dia, lá pelos 13 anos, eu peguei meu primeiro salário do meu primeiro (e ainda um dos únicos) emprego e gastei todo para comprar este vinil, já que CD ainda era coisa de gente com muita grana, muito mais do que minha família tinha. Escolhi comprar algo do Lennon porque tinha um compacto (single) em casa com a faixa Mother, e simplesmente adorava aquela música. No começo achei péssimo, não entendia as músicas e o ritmo, para mim tão diferentes do que eram os Beatles. Mas foi aí que resolvi aprender o idioma e aquelas músicas que pareciam para mim tão estranhas passaram a ser fundamentais, mostrando coisas totalmente novas para um menino de 13 anos. Sinto a morte de Lennon em 1980, mas ao menos ele não teve tempo de virar uma caricatura como aconteceu com os outros (exceto o Harrison). Lennon sempre disse o que pensa, e teve coragem de assumir um amor contra tudo e todos (mesmo que com a chata da Yoko), foi um grande cara e minha primeira influência.
Nos próximos números: Black Sabbath e Dead Kennedys
Escrito por Donizetti às 23h26
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