It s Only Rock n Roll But I Like It


Mudando para melhor!

Nada contra o UOL, que oferece realmente um bom serviço. Ainda assim, em se tratando de serviços on line, nada como usar o melhor não é verdade? O Blog que conhecemos e gostamos tanto de utilizar hoje é invensão de  Evan Williams. Começou com o Blogger, que hoje é do Google, empresa que está inovando a web e para a qual Evan trabalha agora. O fato é que de uns meses para cá o blogger está atingindo o "estado de arte" em termos de recursos e facilidades para quem quer ter um bom blog. São softwares gratuítos para quem tiver uma conta, várias maneiras diferente de postar (incluindo email) e dezenas de ótimos recursos que só facilitam tudo para quem escreve e para quem lê. Sendo assim, estou de mudança! Meu novo endereço é http://marcdoni.blogspot.com, e espero que todas as 5 ou 6 pessoas que me visitam aqui continuem me visitando nesta nova casa.:-) Grande abraço a todos!

Escrito por Donizetti às 16h40
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Dica Rápida!

GENESIS - Foxtrot (1972)

"Why can we never be sure till we die or have killed for an answer"

(Da faixa TIME TABLE)

Sabe quando temos tantos caminhos e tantas opções na vida, e ao mesmo tempo tanto a fazer, que as dúvidas nos deixam paralizados? Acho que essa frase diz bem isso, ao menos para mim. É da segunda faixa deste ótimo disco do Genesis. O mais maluco deste CD é que parece ser um disco diferente a cada vez que eu o coloco para tocar! Cada dia um novo acorde, uma nova música... É um disco mutante! É minha trilha oficial para a hora de tomar banho. haha Vira uma experiência lúdica!



Escrito por Donizetti às 22h05
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Marcelo D2 acaba de ganhar um grande fã: eu!

Em meio a minha preguiça de escrever por esses dias, achei uma noticia interessante, que merece seu espaço aqui:

Bêbado, D2 afronta caretice da MTV

PEDRO ALEXANDRE SANCHES da Folha de S.Paulo

Você nunca verá nem ouvirá o "Acústico MTV" de Marcelo D2, ao menos não como ele foi gravado anteontem, em primeira sessão, em São Paulo. É que, de acordo com definições convencionais, deu tudo errado. O rapper carioca bebeu cerveja sem parar, errou a letra na hora de cantar "Loadeando" com seu filho Stephan, irritou-se com a ordem da MTV de repetir boa parte das canções. Ao saber que devia começar tudo de novo, fez cara de desapontamento e correu para fazer xixi, dispersando o grupo de músicos sambistas, rappers, violonistas MPB, até uma orquestra de cordas que ia ficando embevecida com a rebeldia antipop do líder da gandaia. Sob o pretexto da bebedeira, comandou um show de sabotagem e auto-sabotagem. O que estava em curso era um legítimo embate roqueiro. A MTV é ágil e moderna, mas tem submetido artistas brasileiros também ágeis e modernos ao formato disciplinado, careta, pseudo-sofisticado do sucesso comercial que é a grife "Acústico". Mesmo sem querer, o indócil D2 deu o troco à MTV. Reagiu ao "quadradismo dos seus versos", com diriam Antonio Carlos & Jocafi, que ele gosta de samplear. "É mentira", cantavam as vocalistas, citando o rebelde Marcos Valle. D2 tem apenas dois discos solo. Um deles é "À Procura da Batida Perfeita" (2003), um dos mais importantes trabalhos musicais do Brasil recente. O natural era que seu sucessor fosse um disco de volta do Planet Hemp, sua banda, e não mais um solo feito de reprises em formato acústico. D2 aceitou fazê-lo, de comum acordo com os conglomerados comerciais Sony Music e MTV. Mas na hora H a receita desandou. O desenho de palco era inovador; o público se dispunha em arquibancadas tipo teatro Oficina, proibitivas para dança e movimento; playboys paulistanos presentes não tinham nada a ver com o subúrbio colorido que dá razão de ser ao Planet e a D2. Pouco a pouco, ia ficando explícito o desinteresse manso do artista pelas novas versões de seus samba-raps. Derrubou a caneca de cerveja no chão em que dois bailarinos de hip hop faziam evoluções comoventes de tão rebuscadas. Impacientou-se com o ponto eletrônico que devia veicular broncas colossais --tirava-o do ouvido, levava mais bronca. Já embriagado, disse que a maconha estava liberada no recinto, levando à ira uma das produtoras frenéticas que se desesperavam com o descontrole. Obrigado a regravar (mesmo sem condições), convocou de volta ao palco o gênio maluco do piano João Donato, que em cumplicidade com seu fã forjou uma genial improvisação estendida por minutos incontáveis --tudo que não caberia num programa de TV cheio de regras e contra-regras. Frases ébrias iam entregando o ouro aos bandidos que gostam de música nova e inventiva, não de formatos engessados. "Eu sou do Rio de Janeiro, pô." "Não sou daqueles caras que quer vender disco, não." "Isso é um programa de TV, mas ninguém está aqui para mostrar a bunda." "Sabia que não podia ficar bebendo, porque fico emocionado." Foi triste? Foi. Bebida é porcaria e faz mal a D2? Faz. Mas não era só isso. Em seu descontrole, D2 cantava fora do microfone, pedia liberdade, desobedecia vozes castradoras de autoridade, como fez a vida toda. Não quis se deixar domar pela caretice dos outros, esse tem sido sempre seu jargão. Se alguém tinha que se enquadrar ali era a MTV, não o artista --nervoso, o povo da TV talvez nem tenha percebido a linda roda que se formou ao final, as vocalistas gentis sambando descalças para apoiar o líder rebelado. O conflito está posto à mesa, vivas à música e à arte do Brasil.



Escrito por Donizetti às 11h06
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Como um macho de verdade vacila e se transforma num homem virtual...

Estou postando este texto aqui porque percebi que eu estou em meio ao processo, e fiquei preocupado!

1. Está desempregado, com tempo de sobra, e monta um BLOG!

2. Mantém o BLOG, mesmo depois de arrumar emprego (isso se ele não virar o emprego!)

3. Descobre o Fotolog!

4. Monta um Fotolog próprio e o atualiza, diariamente, com fotos do Pôr-do-Sol!

5. É convidado para entrar no Orkut!

6. Entra no Orkut e gosta!

7. Permite que mais de 150 amigos entrem no seu Orkut e ainda se gaba disso! (hehehe)

*Será que eu ainda tenho salvação??

(texto da Revista VIP, Edição 231, Julho de 2004)



Escrito por Donizetti às 15h24
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Boa!

Se a vida um dia virar as costas para você, passe a mão na bunda dela!



Escrito por Donizetti às 18h59
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A SÉTIMA EFERVESCÊNCIA

Quem gosta do Ira! (antes dos tempos chatos de Acústico e afins) já deve ter ouvido uma música chamada Miss Lexotan 6mg Garota. Não é uma música do Ira! e fez um certo sucesso anos atrás. Para quem não sabe, o compositor é o bom compositor Flávio Basso, ex – cascaveletes, também conhecido como Júpiter Maça.

É dele o disco que está ai do lado e que eu recomendo! A sétima Efervescência é um disco obrigatório para quem quer conhecer boa, e nova, música brasileira. Esta bolacha tem ótimas pitadas de humor, psicodelia, peso e até mesmo Jovem Guarda. É o primeiro e melhor disco do cara até agora!



Escrito por Donizetti às 18h59
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Um Lugar do Caralho!

Eu preciso encontrar
Um lugar legal pra mim dançar
E me descabelar
Tem que ter um som legal
Tem que ter gente legal
E ter, cerveja barata
Um lugar onde as pessoas sejam mesmo àfude
Um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
Sozinho pelas ruas de São Paulo eu quero achar alguém pra mim
Um alguém tipo assim:
Que goste de beber e falar,
Lsd queira tomar e curta
Syd Barrett e os Beatles
Um lugar e um alguém que tornarão-me mais feliz
Um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
Um lugar do caralho

   O título deste post é de um dos “clássicos” do Rock Gaúcho.  As pessoas estão acostumadas a conhecer apenas Nenhum de Nós ou Engenheiros do Havaí, mas existem muitas e, diferentemente das citadas, boas bandas lá nos Pampas. Algumas importantíssimas na história do rock brasuca. Há quem pense que o rock nacional é só Brasília, Rio e Sampa... Mas não é não. Bandas como Replicantes e Os Cascaveletes são idolatradas não só no Sul, mas em todo o Brasil.

   O motivo deste post nem é esse. Um Lugar do Caralho é uma das minhas músicas favoritas! É um som do Júpiter Maça (ou Apple no segundo disco), vou falar mais dele no próximo post.

   Outro dia eu coloquei uma frase dessa música em meu nick do MSN e várias (!!!) pessoas reclamaram. “Que coisa mais feia uma música com uma letra dessas, cheia de palavrão”. Eu fiquei triste com isso, e preocupado! Ora, eu não sou a pessoa mais boca suja do mundo e acho no mínimo limitada uma pessoa que não sabe se expressar sem um palavrão. Mas espera ai! Sem policiamento politicamente correto que isso é muito chato! Mil vezes um bom artista que tenha palavrões em suas músicas do que artistas babacas e educados. Prefiro ouvir xingamentos contra mim do que Skank ou Jota Quest. Aliás, nada como um bom palavrão para lavar a alma às vezes. Nada como um bom e sujo palavrão às vezes para botar para fora tudo o que estamos sentindo de bom, ou de ruim. Acho alguns palavrões as melhores “hipérboles” da Língua Portuguesa. E desconfio de quem não fala ao menos alguns de vez em quando.

   Falando da música. É um rock estilo “Jovem Guarda” muito bem arranjado e legal de ouvir. É uma das músicas que eu gosto de cantar aos gritos quando estou sozinho em meu quarto. Ela fala de um cara que está perdido, que não sabe bem como e para onde ir, mas que quer se divertir em um lugar do caralho com pessoas àfude! Mais Rock’n Roll que isso é impossível!



 



Escrito por Donizetti às 18h46
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Trecho de livro que eu deveria ter escrito...

Acho que todos temos uma frase, um parágrafo que lemos em algum livro ou revista (eu acho isso até em gibi) ou mesmo um livro todo que tem tanto a ver conosco que achamos que nós é que deveríamos ter escrito, não? Eu morro de inveja de vários autores por terem escrito coisas que eu sinto antes de mim! Aqui vai um trecho assim, que você pode ler como se eu tivesse escrito, porque é a minha verdade também:

"- Acho que fiquei congelado nos dezessete anos (...), no dia em que me der conta de que já sou adulto, vou levar um susto tão grande, mas tão grande, que vou entrar em estado de choque e, quando tudo terminar, serei um ancião, um velho, um senhor. As vezes acho que a vida reservou para mim apenas duas fases: adolescência e velhice. O resto serão apenas paixões mal resolvidas, rock'n'roll e noites em claro com meus amigos. E quer saber? Gosto disso." (André TaKeda - Clube dos Corações Solitários*)

Se você trocar o tempo dos verbos neste trecho, pode muito bem escrever isso em minha lápide!

*Ainda farei um post deste livro sim, viu, Beta?



Escrito por Donizetti às 02h08
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Os 100 melhores da Inglaterra! (parte II)

Continuo aqui a lista dos 100 melhores discos da Inglaterra, que você pode conferir no sitio http://www.observermusicmonthly.co.uk/

 

 

 

51. The Yes Album - Yes
52. Handsworth Revolution - Steele Pulse
53. Just Another Diamond Day - Vashti Bunyan
54. Searching for the Young Soul Rebels - Dexy's Midnight Runners
55. Entertainment - Gang of Four
56. All Mod Cons - The Jam
57. Village Green Preservation Society - The Kinks
58. Cut - The Slits
59. Urban Hymns - The Verve
60. Maxinquaye - Tricky
61. My Aim is True - Elvis Costello
62. Meat is Murder - The Smiths
63. Dark Side of the Moon - Pink Floyd
64. Aladdin Sane - David Bowie
65. Power, Corruption and Lies - New Order
66. Something Else - The Kinks
67. Moondance - Van Morrison
68. Screamadelica - Primal Scream
69. Goodbye Yellow Brick Road - Elton John
70. (What's the story) Morning Glory - Oasis
71. The Slider - T Rex
72. Grand Prix - Teenage Fanclub
73. Jailbreak - Thin Lizzy
74. Quadrophenia - The Who
75. Original Pirate Material - The Streets
76. Parklife - Blur
77. Dusty in Memphis - Dusty Springfield
78. Let it Bleed - Rolling Stones
79. Penguin Eggs - Nic Jones
80. Station to Station - David Bowie
81. Dummy - Portishead*
82. Basket of Light - Pentangle
83. My Generation - The Who
84. Road to Freedom - Young Disciples
85. Hunky Dory - David Bowie
86. Don't Stand Me Down - Dexy's Midnight Runners
87. This Nation's Saving Grace - The Fall
88. Young Americans - David Bowie
89. Band on the run - Wings
90. Regatta De Blanc - The Police
91. Physical Grafitti - Led Zeppelin
92. Paranoid - Black Sabbath
93. Parachutes -  Coldplay
94. Behaviour - Pet Shop Boys
95. Boy in da Corner - Dizzee Rascal
96. Dare - Human League
97. Heaven or Las Vegas - The Cocteau Twins
98. Rattlesnakes - Lloyd Cole and the Commotions
99. The Holy Bible - Manic Street Preachers
100.Sweet Dreams - The Eurythmics

*Dummy, do Portishead, é um dos discos que logo estará pintando aqui no Sounds Of My Life. Passei 8 meses da minha vida ouvindo este album todos os dias e me lamentando por um amor perdido. Não esqueci o grande amor, mas ao menos sofri com estilo!



Escrito por Donizetti às 02h00
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Os 100 melhores da Inglaterra!

Toda semana uma publicação inglesa divulga uma lista com os 100 melhores discos de todos os tempos. Dá para entender o fato de eles gostarem tanto dessas listas (eu também gosto) e o motivo destas listas serem tão diferentes entre si (eu também mudo a minha de hora em hora). Quem fez a sua desta vez foi a revista de música do jornal The Observer, a "Observer Music Monthly", em primeiro ficou a bolacha ai do lado, o primeiro disco dos Stones Roses! Concordando ou não, é uma lista de respeito... Vou postar todos aqui, grifando os discos que eu mais gosto. Vale a pena para quem quer conhecer mais dos sons produzidos nas terras da Rainha.

1. The Stone Roses - The Stone Roses
2. Revolver - The Beatles
3. London Calling - The Clash
4. Astral Weeks - Van Morrison
5. Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles
6. The White Album - The Beatles
7. Sticky Fingers - The Rolling Stones
8. Exile on Main Street - The Rolling Stones
9. Blue Lines - Massive Attack
10. Metal Box - Public Image Limited
11. Rise and Fall of Ziggy Stardust - David Bowie
12. Beggars Banquet - The Rolling Stones
13. The Clash - The Clash
14. Never Mind the Bollocks - The Sex Pistols
15. Club Classics Vol. One - Soul II Soul
16. Five Leaves Left - Nick Drake
17. The Specials - The Specials
18. Closer - Joy Division
19. Definitely Maybe - Oasis
20. Loveless - My Bloody Valentine
21. The Smiths - The Smiths
22. Hounds of Love - Kate Bush
23. For Your Pleasure - Roxy Music
24. OK Computer - Radiohead
25. Piper at the Gates of Dawn - Pink Floyd
26. Roxy Music - Roxy Music
27. Unhalf Bricking - Fairport Convention
28. Abbey Road - The Beatles
29. Stranded - Roxy Music
30. Unknown Pleasure - Joy Division
31. New Boots and Panties - Ian Dury and the Blockheads
32. Rubber Soul - The Beatles
33. Spirit of Eden - Talk Talk
34. Every Picture Tells a Story - Rod Stewart
35. Bryter Later - Nick Drake
36. Rock Bottom - Robert Wyatt
37. The Queen is Dead - The Smiths
38. Ocean Rain - Echo and the Bunnymen
39. Low - David Bowie
40. Led Zeppelin II - Led Zeppelin
41. The Bends - Radiohead

42. Lexicon of Love - ABC
43. The La's - The La's
44. Bummed - Happy Mondays
45. John Lennon and The Plastic Ono Band - John Lennon and The Plastic Ono Band
46. Solid Air - John Martyn
47. Hatful of Hollow - The Smiths
48. Led Zeppelin IV - Led Zeppelin
49. Here Come The Warm Jets - Brian Eno
50. Ogden's Nut Gone Flake - Small Faces

Continua...



Escrito por Donizetti às 01h50
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O Girassol

Quem me conhece sabe que o IRA! é uma das minhas bandas favoritas. Foi uma das trilhas sonoras da minha adolescência e com certeza vão aparecer discos deles aqui na coluna Sounds Of My Life. Para mim, é uma das bandas que melhor representa São Paulo. Em seu início era um som paulistano, ecoando ali da Vila Mariana e falando diretamente aos adolescentes do fim dos anos 80, uma galera que se sentia meio perdida com essa coisa de vida adulta, de relacionamentos e etc.

            É por isso que dói falar mal deste novo disco da banda, o Acústico MTV (Sony, 2004). Tudo bem, eu não sou contra o modelo “acústico”... Tenho ótimos discos do gênero na minha coleção, mas vamos ser sinceros, esse formato cansou! Já deu o que tinha que dar faz tempo... O pior é que as bandas inventam essas desculpas do tipo “dar um formato diferente a nossas músicas para apresenta-las às novas gerações”. A quem vocês querem enganar? É óbvio que há tempos o “acústico” não passa de uma maneira rápida de fazer dinheiro, já que é um modismo. Nada contra isso, aliás, já que uma banda com mais de 20 anos de estrada tem mais é que fazer dinheiro mesmo.

            O que me ofende são as desculpas usadas e o fato destes discos ficarem realmente ruins, o que mostra que banda que faz acústico, com exceções, está mesmo é em crise criativa. Raras as bandas brasileiras que fizeram bons discos do gênero. As músicas antigas ficam com cara de requentadas, sempre piores que as originais, o acústico dos Titãs só serve para porta copos ou coisas do gênero. Infelizmente esse do Ira! está bem próximo disso também.

            Esta faixa que está nas rádios agora, “O Girassol” é totalmente sem graça, é ruim demais para ter sido escrita pelo Edgar Scandurra! “Eu sou um girassol, você é meu sol” é quase tão ruim quanto o “amor, I love you”, da Marisa Monte. Fico na espera de bons discos do Ira! como o ótimo “Entre seus rins”. Quanto ao Acústico, pegue os cerca de R$ 24,00 que está custando e gaste em coisas melhores, compre discos de bandas novas e muito mais interessantes, mas que você não ouve nas rádios porque para elas não tem gravadoras pagando o bom e velho “jabá”.

Escrito por Donizetti às 21h55
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Una Banda Chingona y Rompemadres

 

“¡Que se sienta el power mexicano!
¡Que se sienta!, todos juntos como hermanos
Porque somos más, jalamos más parejo
Porque está siguiendo a una bola de pendejos
Que nos llevan por donde les conviene
Y es nuestro sudor lo que los mantiene
Los mantiene comiendo pan caliente
Ese pan es el pan de nuestra gente”

(Gimme Tha Power)

 

 

 

 

Em 1998 começou a tocar numa rádio “indie” aqui de São Paulo uma música chamada Puto, que todo mundo achava legal, mas ninguém sabia muito sobre a banda que a tocava, já que era uma banda mexicana e a gente tem a péssima mania de não saber muito sobre rock latino.

Uns anos depois conheci uma galera do México que tava de intercâmbio por aqui e tive contato com esse disco de estréia do MOLOTOV, que é hoje uma das maiores bandas do México. O nome da bolacha  é ¿Dónde Jugarán Las Niñas? (1997) e é um dos discos que considero obrigatórios!

Os caras tocam um som rápido e debochado cheio de boas sacadas e influências bem ecléticas, tanto que é complicado classificar. O grande tesão é que não existem meias palavras nas letras, então não ouça se seus ouvidos são sensíveis demais. Para quem for baixar as músicas pela net, indico Gimme Tha Power e ¿Porqué No Te Haces Para Allá?… Al Más Allá! O sítio é http://www.molotov.com.mx

 

 



Escrito por Donizetti às 02h53
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... pelo direito de escrever sobre a namorada e sobre os Pixies na mesma linha*

“(...) nós somos um bando de crianças ainda, só que durante o dia assumimos os vinte e dois, vinte e três anos que temos, e trabalhamos como jovens adultos responsáveis e trabalhadores. Mas, no fundo, no fundo, a gente adora desenho animado, dormir até tarde, rock de terceira categoria e ainda trememos cada vez que chegamos perto de uma mulher”.

Este é um trecho do livro que ganhei ontem e foi o melhor presente que ganhei este ano. Sabe Veri, é delicioso perceber que mesmo estando distante você me entende tão bem. Muito da minha personalidade, dos meus anseios estão neste livro e é ótimo perceber que não sou tão anormal assim, ou melhor, que ao menos não sou o único anormal.

O nome do livro eu não vou dizer agora porque virá um post ainda esta semana só para falar dele.

* o título deste post será explicado quando eu falar do livro novamente.



Escrito por Donizetti às 11h21
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A mais bela declaração de Amor (ainda OS MUTANTES)

AINDA VOU TRANSAR COM VOCÊ

(Mutantes)

Eu sei que eu não faço nada

Mas eu gosto, gosto muito de você, de você, de você

Eu sei que eu não vou à escola

Mais eu gosto, gosto muito de você, de você, de você

Você não acredita em nada dessa estória

De eu tocar com você, com você, com você

Alimente essa que eu ainda

Vou transar com você

Andam dizendo que a vida não está com nada

Eu acho que não

E digo tá, tá, tá de todo o meu coração

Legal

Venham vós ao nosso reino aqui no Brasil

Rock’n’roll, paz e amor aqui no Brasil

E talvez o fim de semana não tenha mais fim

E talvez a nossa música não tenha mais fim

E talvez a nossa vida não tenha mais fim

 

*Quem sabe um dia nosso fim de semana não tenha mais fim?

 



Escrito por Donizetti às 22h27
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Sounds Of My Life II

“E eu pensei que fosse tarde,

Só agora eu saquei a verdade,

Viajei no disco dos Mutantes,

(...) Estou começando a entender a música do coração”.

Eu disse no post anterior dessa série que ia falar de Black Sabbath e Dead Kennedys, mas estas bandas vão ficar para uma próxima vez. Percebi que não vou conseguir manter uma ordem dos sons que fizeram minha cabeça, até porque isso seria muito chato! Outra diferença, é que neste post não vou falar de um disco só, mas de quatro discos que influenciaram minha vida da mesma maneira. Eu tinha 14 para 15 anos e estava em meio a uma fase de transição. Estava deixando de ser o nerd tímido dos tempos de ginásio para me tornar o nerd chato e metido e folgado dos tempos de colégio.

Claro que os hormônios não estavam me tornando apenas folgado e ótimo jogador de basquete. Era também tempo dos primeiros amores... A Bárbara, a Samira... Até hoje fico triste quando lembro que a “Babi” mudou de escola... E lá se vão quase 15 anos! O pior é que foram paixões platônicas, nunca tive coragem de me declarar para elas.

Bem, o lance é que estes quatro discos ai de cima tornaram este processo mais interessante e rápido. Lembro até hoje a primeira vez que ouvi Os Mutantes na rádio e fiquei uns dois dias sem pensar em outra coisa. Aquilo era diferente de tudo o que eu já tinha ouvido. Era irreverente, louco, desafiador... Não pareciam músicas de mais de 20 anos de idade já. Quando eu pensava que aquilo tinha sido gravado numa época em que se faziam passeatas contra a guitarra elétrica ficava ainda mais impressionado.

Parece absurdo, mas com Os Mutantes eu aprendi a ligar muito pouco para o que as pessoas pensavam de mim, aprendi a olhar tudo por um outro ângulo, encarar os desafios com mais tesão e não dar a mínima para as pressões da vida. Tenho saudade desse sentimento.

 

Nomes dos Discos:

1. A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado;

2. O Jardim Elétrico;

3. Os Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets;

4. O A e o Z.



Escrito por Donizetti às 22h23
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